Escravo Sentimento



...... Diandra, filha única do Rei Danúbio, desfruta de todos os prazeres que realeza pode-lhe oferecer. Por ser uma pessoa tão importante para a sociedade, não possui amigos ou pessoas que realmente vejam interesse nela como pessoa. Muitas vezes, deprimida e sempre refletindo, com pensamentos profundos sobre a sua própria vida. Como companhia, apenas seus servos que ela sempre tratou como membros da família.
...... Ela pede para trazer um de seus servos até o seu quarto. Aquele que ela tinha mais contato e que o via como amigo.
...... – Aqui estou, senhora.
...... – Eu te amo. Eu te amo. Eu preciso te dizer.
...... – Precisa mesmo me dizer isso, minha senhora?
...... – Preciso.
...... Ele silencia-se. Seu olhar é confuso e não compreende bem a situação.
...... – É... – Ela sorri dele. – Pois é... Eu te amo.
...... – Diga-me o que deseja, minha senhora.
...... – Queria te abraçar. Estar em sua companhia.
...... – Senhora, eu lhe prometo o melhor de mim para lhe dar alegria e diversão.
...... – Diversão?
...... – Sim. Tudo que for do seu desejo, senhora.
...... – Eu não conheço o verdadeiro significado desta palavra. Espero conhecer com você. Estou carente.
...... – Se me permite, minha senhora. – Ele faz um carinho em sua nuca. Fazendo-a se arrepiar.
...... Ela se aproxima, encostando a cabeça em seu ombro.
...... – Eu gostaria de falar, senhora.
...... – Fique à vontade.
...... – Esqueci de lhe agradecer. Naquela noite em que estive muito triste e angustiado, a senhora suportando o meu mau humor, me proporcionou diversão. – Ele se referia há alguns dias atrás, que depois de algumas perdas de entes queridos, ele se sentiu muito angustiado e ela exigiu ao rei que lhe trouxesse um grupo de bobos e diversão em grande quantidade. Ela obrigou o seu servo assistir do seu lado.
...... – Não me agradeça. Como um dia te disse, eu sempre estarei contigo.
...... – Me esforçarei para nunca falhar com a senhora. – Ele se alegra.
...... – Sim, sim – ela falou, em meio a sorrisos.
...... – Mas, algo de ruim aconteceu, senhora?
...... – Não. Apenas uma carência que sinto. – A vida de princesa poderia ser muito confortável, mas o poder e dinheiro demasiado geram aproximações com interesses que não satisfaziam as suas necessidades sentimentais. – Isso se chama: Falta de um bom escravo.
...... – O bom escravo está aqui, senhora.
...... – Prove-me.
...... Eles se silenciam.
...... – Desculpe-me. Estou apelando. – Ela se torna pensativa.
...... Ele se aproxima, soprando suavemente em seu pescoço. Deixando-a arrepiada.
...... – Está vendo? Estou aqui, minha senhora. – Ele a abraça.
...... – Sim. Está.
...... Alguns segundos se passam.
...... – Eu posso te pedir algo?
...... – A senhora, tudo pode. Peça e lhe será concedido.
...... Ela encosta a boca em sua orelha e diz:
...... – Você poderia, agora, definir seu sentimento por mim?
...... Ele sentiu graça na pergunta, rindo ironicamente.
...... Ela beija seu pescoço e sussurra ao seu ouvido:
...... – Sim ou não?
...... Ele se arrepia.
...... – Isto é injusto, minha senhora.
...... Ela sorri e repete a ação.
...... – Senhora...
...... Ela beija o canto de sua boca, fazendo-o rir. Ele estava surpreso. Nunca esperou tanto dela.
...... – Tem certeza que não me falará?
...... Ela beija o seu pescoço, e desliza em direção de sua boca. Ele, apenas deixa. Ela estaciona os seus lábios à meia polegada dos dele.
...... – Sua última chance. Não falará?
...... Ele, apenas a observa. Ela morde a sua orelha de forma suave, fazendo-o sentir calafrios.
...... – A senhora está muito perto. Poder ser perigoso, minha senhora.
...... – Não é não. Adoro brincadeiras – ela disse, arqueando uma das sobrancelhas.
...... Ela imprensa-o na contra a parede.
...... – Tenha cuidado, minha senhora.
...... Ela ri, sagazmente. Aproximando ao máximo dele.
...... Ele sente a forte respiração dela.
...... Ela pega em sua mão e coloca na cintura dela. O engolir da saliva dele é notável, olhando pelo seu pescoço.
...... Ela o olha profundamente.
...... – Senhora, sua cintura é muito boa de pegar. – Ele a fez sorrir de alegria.
...... Ela prende o olhar dele, segurando com as duas mãos, a sua cabeça.
...... – O que sentes?
...... Ela o beija.
...... Beijo molhado. Lábios macios. Boca pequena.
...... Ela escorrega a mão e deixa cair no pescoço.
...... Mão pequena, quente, suave.
...... – Se eu te dissesse que te desejo? – ela sussurrou em seu ouvido.
...... Ele fica sem ação. Está surpreso.
...... – Hoje, a senhora tudo pode.
...... – Esse desejo não é só por um dia. É o que eu sinto.
...... – Seja humilde, minha senhora. Mesmo servindo a tantos mestres, senhores e senhoras, nunca tiveram este acesso que tens comigo.
...... Ela tira os braços dele da cintura dela.
...... – Não quero obrigá-lo a nada... – Ela se afasta dele. – Mas, um abraço, eu não dispenso.
...... O calor dela, o aquece, por dentro, por fora, por toda parte.
...... – A senhora tem o poder. Use-o. Mesmo sendo o escravo, eu te dou o livre arbítrio. E eu quero.
...... – Você quer? – Ela se aproxima.
...... – Sim.
...... – Dizer-me que me ama, não podes. Mas, dizer que gosta... – Ela fala de maneira séria, pensativa e triste. – Gostas de mim?
...... – O suficiente, minha senhora. Tudo isso é apenas para arrancar de mim, palavras?
...... – Não. Gostaria de saber se você corresponde-me.
...... – Eu sou o seu escravo. – Ele abre os braços. – Deixo você fazer o que quiser. Seu desejo será o meu, também.
...... Ela o abraça forte. Então, ele ouve um soluço. Ela chora.
...... – Eu não gostaria que você continuasse me tratando como sua senhora.
...... – Não te tratar como minha senhora, seria errado de minha parte, pois, sou seu escravo e devo-lhe respeito.
...... – Eu te liberto. – Ela entrega nas mãos dele uma chave. Provavelmente a chave do par de algemas que existe em seus braços, como pulseiras prateadas, grandes e pesadas. – Você é livre.
...... Ela continua a chorar.
...... – Por que choras?
...... – Não sou correspondida e agora, perdi um escravo.
...... Ele cala, observando-a.
...... – Eu estou apaixonada por você. Amando-te como nunca amei alguém. Vontade de estar perto. Eu desejo o teu corpo. Tenho vontade de ser sua. – Ela enxuga as lágrimas do rosto.
...... – Eu aceito seu sentimento, alegremente. De forma sincera.
...... – Hoje estou mais sentimental que o normal. – Ela dá um pequeno sorriso.
...... – Vem. Fica comigo, eu cuido de você. – Ele abraça-a, deixando segura em seus braços.
...... Ela sente como se o coração dela saísse pela boca.
...... – Obrigada, querido. – ela disse após acariciar o seu rosto.
...... Ele beija o rosto dela, sentindo o sabor daquelas lágrimas que antes foram derramadas.
...... – Olha pra mim.
...... Ela o olha, diretamente em seus olhos.
...... – Eu... Cuido... De... Vo... Cê! – Ele falou, pausadamente.
...... – Sim. Cuide de mim. Eu preciso de você.
...... Ele a beija de forma energética. Ela age de forma cuidadosa, alimentando sua energia.
...... – Você é linda. Merece tudo de mim.
...... – Obrigada, por tudo. E mais uma vez... Eu amor você.
...... – Hoje, nesta noite... Eu quero-te por inteira.
...... – Eu serei inteiramente sua.
...... – Perdoe-me o meu desejo demasiado.
...... – Eu quero esse seu desejo. Não se desculpe. Eu quero.
...... Ela o beija, acariciando-o. Aproxima ao máximo seu corpo ao dele, mordendo levemente seus lábios.
...... – Mas, meu desejo pode muito para você que é uma flor tão frágil. Sinto-me um ogro perto de ti. Tenho medo de machucá-la. Medo de perdê-la.
...... – Não irás me perder. Não tenhas medo. Você não é um ogro. É um homem. Meu homem.
...... – Seu?
...... – Desculpe-me. Eu estou me atrevendo.
...... – Você errou em pedir desculpas.
...... Ela sorri.
...... – Dizem que conhecemos um homem de verdade quando damos poder a ele. Isso é verdade... Portanto, quero te conhecer de forma verdadeira. Use o seu poder.
...... Ela procura algo confortável, mas diferente. Ele percebe a ação dela e a leva para a varanda. Lá existe um lindo jardim. Nele um tapete florido e bastante perfumado.
...... Ela pega uma das mãos dele levando até as flores, ainda abraçada a ele.
...... – As flores são lindas. Perfumadas como você – ele disse, admirando-as.
...... Ela retira uma das flores. É uma rosa. Pondo em sua mão, ela diz:
...... – Esta representa todas as rosas que me destes até hoje.
...... Ele pega a rosa e enfeita os seus ondulados cabelos.
...... – Uma rosa que merece outra rosa.
...... – Mas, ela é sua – disse ela, com um olhar meigo.
...... – De qual você se refere?
...... – As duas.
...... – As duas, não posso. Em mim, apenas uma pode existir.
...... – Então, cabe a ti decidir.
...... Ele pega a rosa, a do cabelo, e rapidamente espatifa-a em sua mão.
...... Ela arregala os olhos, curiosa e sem saber o porquê dele ter feito aquilo.
...... – Agora só existe uma. Eu escolho você. – ele falou.
...... – Eu também te quero.
...... Ela o beija calmamente, levemente explorando cada canto de sua boca.
...... É possível para ele sentir o tamanho do seu amor através daquele beijo.
...... Ela molda a boca dela na dele. Muita compatibilidade. Inédita união.
...... Ainda em beijos, ele escora a cabeça dela na grama e, com muito cuidado, fica sobre o seu corpo. Ela acaricia seus braços de cima para baixo, mordendo seu lábio superior. Ele, morder seu lábio inferior. Com sua delicada mão, ela acaricia o seu pescoço com a ponta dos dedos. Uma das mãos dele toca em seu abdômen, enquanto a outra se apóia próximo a sua cintura.
...... Ela sente o quanto intenso é o seu carinho. Como se cada toque, onde quer que fosse, ficasse em ardentes chamas.
...... Ela arrepia-se enquanto a mão dele caminha em suas costas até o pescoço. Há um calor intenso vindo de dentro para fora.
...... Ela se coloca sobre ele, beijando-o intensamente, como se fosse devorá-lo. Carinhos no rosto, nunca. Essa intensidade o deixa louco.
...... Ele pega na parte superior da linda roupa que ela vestia.
...... – Posso? – ele perguntou.
...... – Pode.
...... – Tem certeza?
...... – Sim.
...... Então ele tira-a, beijando sua boca.
...... – E a sua, podes tirar?
...... – Sim. Como queira.
...... Com as pontas dos dedos, ela percorre seu abdômen, beijando seu pescoço. Ele sente pela primeira vez o corpo dela tão próximo. O calor daquele corpo parece queimá-lo o peito. Ele a abraça para sentir mais ainda aquele calor que o faz muito bem. Ela sente um prazer que nunca sentira antes. Ele sente os batimentos dela em seu peito enquanto acaricia suas costas que, agora, estão totalmente nuas.
...... – Desejas ficar sobre mim? – ela perguntou.
...... – Sim. Posso?
...... – Você pode tudo. – Ela sorri.
...... – Posso explorar o seu corpo?
...... – Sinta-se à vontade. – Ela o beija.
...... Ele fica sobre ela. Parado, ele fixa o olhar nos olhos dela. Ela foca seu olhar nos olhos dele. Ele nada fala. Seu olhar transmite muito, mas ela não entende.
...... Ele, com os lábios caminha sobre o seu corpo. Os cabelos dele caminha sobre os seios dela. Ele encosta seus lábios em seu seio esquerdo, beijando-o suavemente.
...... – Sinto calafrios prazerosos – ela falou com os olhos fechados.
...... – Sente-se bem, minha querida?
...... – Melhor, impossível.
...... Ele se concentra apenas nela. Seu corpo. Sua mente. Seu coração.
...... Ela, gentilmente, coloca a cabeça dele em seu peito esquerdo, de forma que ele possa sentir seus batimentos.
...... – Ele fica desse jeito quando você me toca, me ama... Você é o único que faz ele bater tão forte, desta maneira.
...... Ela o deixou sem palavras.
...... Ele beija cada canto de seu dorso... Seios, costelas, umbigo...
...... Ela o envolve, pela cintura, com uma de suas pernas.
...... Nuvens passageiras cobrem a luminosa lua, logo cobrindo todas as estrelas e se fixando. Fazendo aquela noite ser uma das mais escuras de todas as noites.
...... Ela acorda. Sonolenta, pensativa... A luz do sol é fraca. Ao seu lado, apenas um par de algemas e, presa nas algemas, uma perfumada rosa.


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Autores: Bruno Raniere e Bellinha
Edição e Revisão: Bruno Raniere

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4 comentários:

  1. Anônimo12:59

    Estou sem palavras *-*
    e om saudades auhsuahsuha
    bejos da bell

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  2. Anônimo18:32

    Também sinto sua falta, minha querida.
    By Bruno Raniere

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  3. Anônimo19:56

    Rani, sinto sua falta, o msn não quer entrar .-.-.-.-.
    beijos da bell

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  4. Anônimo07:37

    Own querida. Também sinto a sua. E sempre lembro de ti.
    .
    - Bruno Raniere

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